Wednesday, December 15, 2010

Lados Errados

12-09-2010

Largaram-me a mil metros do chão
Largaram-me porque me agarrei
Numa alucinação de vida
Que me enchia o coração
E que agora vejo perdida
Num cair que já não sei

Largaram-me a mil metros do chão
Reparo o sol que se afasta no ar
Rasgo caminho onde o vento dormia
Adormeço sentidos no meu furacão
Enquanto sol anuncia o dia
Sinto o meu corpo, desamparado, deslizar...

Perdi-te do lado errado do coração
Eras tu o meu chão...

Enquanto caía a terra rachou
E eu via a queda ainda mais funda
Ao meu lado passava tudo o que passei
Comigo a miragem que nada mudou
Do voo rasante que nem começou
Do tempo apressado que nem reparei


Sinto os meus gestos flutuar, devagar
No último segredo antes do ódio
À minha frente um filme de aves sem voz
E quando as toquei resolvi gostar
Quando as ouvi fiquei a amar
Ter tentado subir ao cimo de nós

Amei-te do lado errado do coração
Eras tu o meu chão...

Não sei ao que chamam lados do coração
Mas és tu o meu chão...
És tu o meu chão...

Toranja

(odeio Toranja, mas esta letra é catita)

I Love You

11-09-2010

It seems strange that my life should end in such a terrible place, but for three years I had roses and apologized to no one. I shall die here. Every inch of me shall perish. Every inch, but one. An inch. It is small and it is fragile and it is the only thing in the world worth having. We must never lose it or give it away. We must NEVER let them take it from us. I hope that whoever you are, you escape this place. I hope that the worlds turns, and that things get better. But what I hope most of all is that you understand what I mean when I tell you that, even though I do not know you, and even though I may never meet you, laugh with you, cry with you, or kiss you, I love you. With all my heart, I love you. Valerie.

V for Vendetta

Poor Excuse

10-09-2010

"Ambition is a poor excuse for not having sense enough to be lazy."

Edgar Bergen, (Charlie McCarthy) - US comedian & ventriloquist (1903 - 1978)

Scars

09-09-2010

Every time I see my eyes
In my reflection
I cant help but be disappointed
In who I am

Every time I feel my skin
Breaking on metal
It helps me be quiet
And quiet’s where I need to be

Scars on my skin…
Scars on my heart…
Scars on my soul…
Reminding me of myself

Scars on my skin…
Scars on my heart…
Scars on my soul…
Reminding me of myself
And if I let you in,
You’ll tear me apart.

Every time I feel alone
And left forgotten
I have to believe in something
Like angels to breathe

Every time I see my pain
Beating in rhythm
I need to be silenced
In silence, where I hide my fear

Scars on my skin…
Scars on my heart…
Scars on my soul…
Reminding me of myself

Scars on my skin…
Scars on my heart…
Scars on my soul…
Reminding me of me
And if I let you in,
You’ll tear me apart.

So just hold me
Wrap me in your arms,
Don’t let me fall again
Teach me
So I don’t have to learn
Anything more from you

Isn’t my pain good enough for
Faith in you?
Isn’t my pain good enough for
Faith in you?

So just hold me
Wrap me in your arms,
Don’t let me fall again
Teach me
So I don’t have to learn
Anything more from you
Isn’t my pain good enough for
Faith in you?
Isn’t my pain good enough for
Faith in you?

Elegeion

Toilet Paper

08-09-2010

George - What did they do for toilet paper in the Civil War?
Jerry - What...?
George - Wonder what toilet paper was like in the 1860s? Did they...? Did they carry it in rolls in their duffel bags?
Jerry - Everything with you comes down to toilet paper.
George - What?
Jerry - That's always the first question with you. Why is that always your focus?
George - Alright, then what did they do?
Jerry - I don't know. Maybe they gave out big loose clumps to all the soldiers.
George - I think it would be nice if there was some sort of historical record of it.
Jerry - Maybe they should have a toilet-paper museum. Would you like that? So we could see all the toilet-paper advancements down through the ages. Toilet-paper during the Crusades. The development of the perforation. The first six-pack."

Seinfeld

The Right Question

07-09-2010

"The question is not, can they reason? Nor, can they talk? But, can they suffer?"

Jeremy Bentham, philosopher and animal rights activist - English jurist, philosopher, & legal reformer (1748 - 1832)

O Cachimbo da Paz

06-09-2010

A criminalidade toma conta da cidade
A sociedade põe a culpa nas autoridades
Um cacique oficial viajou pro Pantanal
Porque aqui a violência tá demais
E lá encontrou um velho índio que usava um fio dental
E fumava um cachimbo da paz
O presidente deu um tapa no cachimbo e na hora
De voltar pra capital ficou com preguiça
Trocou seu paletó pelo fio dental e nomeou
O velho índio pra ministro da justiça
E o novo ministro chegando na cidade,
Achou aquela tribo violenta demais
Viu que todo cara-pálida vivia atrás das grades
E chamou a TV e os jornais
E disse: "Índio chegou trazendo novidade
Índio trouxe o cachimbo da paz

Maresia, sente a maresia
maresia, uuu...
Apaga a fumaça do revólver, da pistola
Manda a fumaça do cachimbo pra cachola
Acende, puxa, prende, passa
Índio quer cachimbo, índio quer fazer fumaça

Todo mundo experimenta o cachimbo da floresta
Dizem que é do bom, dizem que não presta
Querem proibir, querem liberar
E a polêmica chegou até o congresso
Tudo isso deve ser pra evitar a concorrência
Porque não é Hollywood mas é o sucesso
O cachimbo da paz deixou o povo mais tranqüilo
Mas o fumo acabou porque só tinha oitenta quilos
E o povo aplaudiu quando o índio partiu pra selva
E prometeu voltar com uma tonelada
Só que quando ele voltou "sujou"!!!
A polícia federal preparou uma cilada
"O cachimbo da paz foi proibido, entra na caçamba vagabundo!
Vamô pra DP! Ê êê! Índio tá fudido porque lá o pau
Vai comer!"

Maresia, sente a maresia
maresia, uuu...
Apaga a fumaça do revólver, da pistola
Manda a fumaça do cachimbo pra cachola
Acende, puxa, prende, passa
Índio quer cachimbo, índio quer fazer fumaça

Na delegacia só tinha viciado e delinquente
Cada um com um vício e um caso diferente
Um cachaceiro esfaqueou o dono do bar porque ele
Não vendia pinga fiado
E um senhor bebeu uísque demais, acordou com um travestí
E assassinou o coitado
Um viciado no jogo apostou a mulher, perdeu a aposta
E ela foi sequestrada
Era tanta ocorrência, tanta violência que o índio
Não tava entendendo nada
Ele viu que o delegado fumava um charuto fedorento
E acendeu um "da paz" pra relaxar
Mas quando foi dar um tapinha
Levou um tapão violento e um chute naquele lugar
Foi mandado pro presídio e no caminho assistiu um
Acidente provocado por excesso de cerveja:
Uma jovem que bebeu demais atropelou
Um padre e os noivos na porta da igreja
E pro índio nada mais faz sentido
Com tantas drogas porque só o seu cachimbo é proibido?

Maresia, sente a maresia
maresia, uuu...
Apaga a fumaça do revólver, da pistola
Manda a fumaça do cachimbo pra cachola
Acende, puxa, prende, passa
Índio quer cachimbo, índio quer fazer fumaça

Na penitenciária o "índio fora da lei"
Conheceu os criminosos de verdade
Entrando, saindo e voltando cada vez mais
Perigosos pra sociedade, aí, cumpádi, tá rolando
Um sorteio na prisão pra reduzir a super lotação
Todo mês alguns presos tem que ser executados
E o índio dessa vez foi um dos sorteados
E tentou acalmar os outros presos:
"Peraí..., vamo fumar um cachimbinho da paz"
Eles começaram a rir e espancaram o velho índio
Até não poder mais e antes de morrer ele pensou:
"Essa tribo é atrasada demais...
Eles querem acabar com a violência,
mas a paz é contra a lei e a lei é contra a paz"
E o cachimbo do índio continua proibido mas se você quer comprar é mais fácil que pão
Hoje em dia ele é vendido pelos mesmos bandidos que mataram O velho índio na prisão

Maresia, sente a maresia
maresia, uuu...
Apaga a fumaça do revólver, da pistola
Manda a fumaça do cachimbo pra cachola
Acende, puxa, prende, passa
Índio quer cachimbo, índio quer fazer fumaça

Maresia, sente a maresia
maresia, uuu...
Apaga a fumaça do revólver, da pistola
Sente a marisia
Índio quer cachimbo, índio quer fazer fumaça
Apaga a fumaça do revólver, da pistola
Sente a marisia, acende, puxa, prende, passa, uuu...
Apaga a fumaça do revólver, da pistola

Gabriel, O Pensador